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Não tive nem quis resoluções para 2020!

22 Janeiro, 2020

Hello!

(só hoje percebi que o meu blog estava em off e este artigo não tinha sido publicado. Por isso, aqui vai)

Desde que me lembro que planeio os meus dias ao pormenor. Raros são os dias em que previamente não tenho tudo muito bem estruturado e definido. Claro que existem dias em que esse planeamento não passa para a realidade, imprevistos de última hora acontecem, claro, e comigo também os há. Mas aprendi a lidar, ainda a muito custo, bem com isso quando tem que ser. A frustração não toma conta de mim na grande generalidade das vezes :).

Sempre adorei planear. E sempre aprendi que o sucesso de muitas coisas está no planeamento antecipado das mesmas. O ano de 2019 foi um ano atípico em muitas matérias. Mesmo com o planeamento sempre presente em tudo o que fazia foi um ano de muitas surpresas, a maioria desagradáveis, um problema de saúde que não passou de um susto, e um ano em que tudo o que fazia parecia conspirar para que corresse mal. Foi o ano em que fiz 40 anos e que equacionei verdadeiramente qual o meu propósito de vida. Ser feliz, sempre! Mas, a que custo? Trabalhar mais de 12h/dia e achar sempre que isso me daria felicidade. Sim, adoro trabalhar e fazer mais do que uma coisa em simultâneo. O meu cérebro está programado para isso e gostava que assim fosse e acontecesse para me sentir bem. Aqui em casa sempre vivemos nessa pressão de prazos e datas e estávamos bem assim. Com o nascimento da miúda há 2 anos atrás, noites mal dormidas (ela ainda mama :)), maior exigência por parte dos miúdos grandes em termos escolares, assim como novos desafios profissionais, fizeram com que não aguentasse a pressão. Depois disso, e porque tenho que acreditar que existem males que vêm por bem, as decisões criticas e difíceis tiveram que ser tomadas mesmo que assim não as quiséssemos. Foi um ano de muita aprendizagem e em que, muito a medo, descobri coisas muito fascinantes sobre o ser humano. Conheci pessoas maravilhosas mas também conheci gente má, cruel, e que tipicamente acham que foram feitas para serem vitimas, papel que se lhes encaixa na perfeição. Foi um ano em que percebi que os amigos são de facto aquela família que não escolhemos mas que, bem moldados e afeiçoados, se podem tornar como se fossem nossos para sempre. Foi um ano em que percebi que não importa o dinheiro para percebermos que podemos fazer os outros muito felizes, mas também percebi que a falta dele pode terminar com os sonhos. E, para terminar, foi um ano que desejei que passasse rápido, na esperança que o ano vindouro trouxesse algum alento e tranquilidade que tanto precisava, para poder olhar os meus filhos nos olhos e dizer que estava a 100% para eles.

Posto isto, e depois de desejar que o tempo passasse rápido, aquele mesmo tempo que eu quero que passe devagar para poder contemplar aqueles que amo, só espero que o ano de 2020 traga a paz que eu preciso para poder seguir em frente e perceber aquilo que me faz verdadeiramente feliz. É desses momentos e dessas pessoas que me quero rodear. Não é de bens que eu preciso, mas de momentos que façam criar memórias nos meus filhos e que os ouça contar com prazer o que viram e o que sentiram quando foram…. é isso que me alimenta a alma. Quero ter e estar com quem me faça bem, pese embora isso me parecesse mais fácil detetar do que o é na realidade. Quero poder fazer o que me faz feliz sem estar a pensar no que vão pensar.

Quero ser mais eu e, a conselho uma grande amiga de há mais de 15 anos, guardar para mim tudo aquilo que quero fazer e ser. Isso sim é algo que levo como maior ensinamento de toda a aprendizagem deste ano que terminou. Por tudo isto volto a relembrar o motivo deste post: não tenho nem quero resoluções para este ano. Vou deixar acontecer pois as coisas e as pessoas boas existem, e eu vou cruzar-me com elas…. ai vou vou!

Keep in touch,

E.R.

 

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