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Açambarcar ou prevenir!

22 Março, 2020

Hello!

Quando na semana passada se intensificou a possibilidade das escolas encerrarem e, como é óbvio, milhares de pessoas poderem e terem que ficar em casa também por razões óbvias, claro que houve uma corrida às compras. Eu também o fiz. Mas não o fiz porque tivesse medo que as coisas acabassem nos supermercados. Fi-lo porque me queria refugiar em casa e, mais do que tudo, garantir aos meus filhos que não teria que obrigatoriamente ter que sair mais vezes para poder pôr comida na mesa. Queria garantir que o tal isolamento que tanto pediram que as famílias fizessem não fosse quebrado ao fim dos primeiros 5 dias que me isolasse em casa. Uma família numerosa não é fácil nem difícil de sustentar em termos de comida, mas é preciso tê-la para poder pôr algo na mesa. Tendo três filhos com idades inferiores a 12 anos é sinónimo de estarem em casa sem aulas. A mais petiza, de dois anos, que até então ficava sempre com os avós por precaução está aqui comigo também.

Não trouxe papel higiénico em demasia (para terem uma ideia tinha 2 rolos em cada uma das 3 casas de banho que tenho cá em casa), o que para quem prevê que os miúdos fiquem em casa quase 1 mês é manifestamente pouco.

Fui porque queria garantir que não me ia faltar conforto e os bens essenciais para poder fazer refeições variadas e diversificadas para todos cá em casa sem ter que penalizar os miúdos.

Fui porque tinha possibilidades e condições de ficar em casa com os meus filhos e não pretendia voltar a sair tão cedo. Quer para os proteger a eles, a mim, e a si também (quanto menos gente nas ruas melhor estávamos todos).

Fui às compras porque é normal às sextas feiras ir às compras e, como disse, não tinha muitas coisas na despensa e frigorífico e, como é óbvio, não queria sair dois ou três dias depois de ter entrado em casa.

Fui pois sempre detestei sítios com muita gente, sinto-me claustrofóbica desde o nascimento do meu segundo filho e, morro de pavores se vir muitas pessoas juntas (nestas condições de pandemia, a coisa piora).

Por isso mesmo, a todos aqueles que disseram que a comida não ia acabar nos supermercados, a todos aqueles que satirizaram com as compras excessivas de papel higiénico por parte de muitas pessoas (que até ao momento ainda não percebemos porquê), a todos aqueles que nos meteram e ainda metem um medo dos diabos exigindo/obrigando/informando para ficarmos em casa…. queriam que ficássemos em casa sem comida, carne e legumes…. ou queriam que comprássemos quantidades ínfimas e a cada dois dias saíssemos de casa, como se nada fosse, para irmos comprar frutas fresca, carne acabadinha de chegar do produtor aos talhos da nossa região, e legumes acabados de apanhar da horta?

Não quero que me interpretem mal e que venham dizer que com a minha ganância e a de tantas outras pessoas houveram dois ou três idosos que foram e encontraram as prateleiras vazias! A verdade não é assim como retratam nas redes socias e tentam pintar o cenário mais descabido para criar revolta nas pessoas. Acredito que a maioria das pessoas que comprou em maiores quantidades nos supermercados foi tão e somente porque tinha intenção de ficar em casa durante um grande período de tempo e desta forma não queria voltar a sair tão cedo.

Tudo o que possa e tenho precisado, recorro ao comércio local, à típica mercearia do bairro e que bem que me tenho saído com isso. Sinto-me segura e sinto que eles estão a fazer um ótimo trabalho… continuem assim!

E desse lado?

Como se organizaram para esta altura?

Keep in touch,

E.R.

 

 

 

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