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Que raio de moda!

15 Julho, 2018

Hello!

Permitam-me que partilhe com vocês algo que me tem intrigado há já alguns anos mas que agora resolvi, libertar-me, e finalmente falar disso. O assunto tem que ver com as festas de aniversário que se fazem nas escolas para os amigos da turma.

No meu tempo, quando eu era miúda e a minha mãe por momentos de loucura me proporcionava a felicidade de ter uma festa de anos, era um costume os convidados, fossem eles amigos ou família, trazer um prenda. Essa prenda podia ser mais cara ou mais barata, dependendo do dinheiro disponível que se tinha, assim como dependia se estávamos dispostos a «abrir» os cordões à bolsa para essa pessoa. E reforço…. no meu tempo de miúda era assim. ihihi

Desde que os meus filhos estão na escola (só os dois mais velhos) que se festejam as festas de aniversário com os amigos na sala de aula, mesmo que dias mais tarde se opte por fazer uma festa de aniversário em casa. Acontece que, neste colégio onde eles estão desde o ultimo mês de setembro a coisa é um pouco estranha e chego por vezes a pensar se as pessoas (neste caso os pais dos miúdos) não serão os únicos e principais culpados.

De cada vez que alguém faz anos na sala do meu filho João (reparem que o puto só agora fez 4 anos), ele traz uma prenda para casa. Sim, leram bem! Não se trata de uma lembrança, tipo um saco de gomas, uma foto de grupo, ou um qualquer acessório que fizesse lembrar o aniversário do amigo, são literalmente prendas. Uma das vezes trouxe um guarda chuva todo XPTO, uma outra vez trouxe um vaso com uma papoila….. e por aí adiante. Afinal de contas quem é que faz anos? Afinal de contas quem deve receber as prendas? Afinal de contas qual o papel do aniversariante? Não é suposto esse ser o dia dele receber as prendas?

Juro-vos que gostava de saber qual o intuito de sermos supérfluos e consumistas a ponto de ostentarmos esse hábito nos nossos filhos. A acontecer algo desse género, não estarão aqui os papeis invertidos?

E sim, claro que acabei por fazer o mesmo para que o meu filho não se sentisse diminuído em relação às ofertas que todos os meninos estariam à espera que houvessem. Se fiz mal? Sim, julgo que sim! Nesta fase, em que os miúdos absorvem todos os comportamentos e hábitos que lhes são transmitidos, juro-vos que gostaria muito que este hábito sumisse. Sempre fui contra coisas supérfluas e sem dar por isso estava a fazer o mesmo com o meu filho.

Não vou dizer que só darei se os outros também derem, mas não vou dar, mesmo que os outros dêem!

E vocês? O que pensam disto?

Keep in touch,

E.R.

 

 

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