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Que previlégio tenho em ser tua mãe!

9 Fevereiro, 2019

Hello!

Mesmo antes de nasceres já eras desejada. Melhor dizendo, até ainda não tinhas sido planeada e nós já te desejávamos muito.

Jã o disse aqui no blog diversas vezes que nunca pensei ser mãe pois não estava nos planos desde muito cedo. Conhecer a pessoa ideal, certamente, fez-me ver que era possível ter carreira e filhos ao mesmo tempo. Muito difícil, convenhamos, mas de certo modo possível, claro que sim! Tive a sorte de poder planear os meus filhos, com exceção do sexo deles, e fazer com que tudo acontecesse quando achávamos que tínhamos as condições para os termos. Todos têm 4 anos de diferença entre eles e foi assim porque assim quisemos que fosse. Nem antes, nem depois. Foi perfeito.

A Filipa nasceu, fruto de uma mãe que sempre quis ter uma menina e que queria saber como era ser mãe de uma menina (ver artigo colocado no dia do seu nascimento aqui ). Tive a sorte de o poder ser e, mal seria, estou a adorar. Ter um filho requer muita disponibilidade, ter dois requer ainda mais disponibilidade e ter três… é o cãos! Sinto que não tenho mãos a medir para atender a tudo aquilo que acho que eles precisam e merecem, e por vezes sinto-me a desesperar por não conseguir com que o relógio pare. Desfaço-me em mil pessoas para poder fazer tudo a tempo e horas e nada lhes faltar, mas por vezes a coisa tem obrigatoriamente que descambar pois, mal seria, não consigo ser de ferro.

Há 1 ano atrás a Filipa trocou-nos as voltas e resolver aparecer uma semana mais cedo. Numa consulta de rotina a Dr.ª Florbela achou melhor anteciparmos o seu nascimento numa semana. Foi o tempo de vir a casa, arrumar o resto das coisas na mala, dormir, organizar-me com a avó que ia ficar com os manos e, às 6h da manhã do dia seguinte já estávamos a sair de casa para o hospital CUF. Estava ansiosa mas não nervosa pois não era necessariamente a primeira vez que iria fazer uma cesariana. Tudo foi aproveitado ao máximo pois estava mentalizada que poderá/poderia ser a ultima vez que passaria por este processo de ser mãe. A entrada no bloco, a epidural, o oxigénio, o anestesista que coincidiu com o mesmo que assistiu ao parto do mano João, as luzes no tecto, o Filipe ao meu lado, o bip-bip das máquinas, enfim, tudo, tudo foi aproveitado na sua plenitude. Quando senti que ela já estava cá fora, o chorar dela fez-me cair as lágrimas. Estar a viver aquele momento novamente parecia surreal e ao mesmo tempo sentia que me tinha tornado na mulher mais feliz neste mundo. Ter três filhos era um facto e passaria a ser uma família numerosa a partir daquele instante. No meio deste turbilhão de sentimentos a Filipa achou que ainda não estava preparada para respirar sozinha. Mesmo estando com as 37 semanas completas não se sentiu confiante para o mundo cá fora e preferiu passar o dia na incubadora longe de mim. Pese embora essa sala onde ela estava fosse a 3 metros do meu quarto, o Filipe ia lá vê-la de 20 em 20 min. Tirava fotos e vinha trazer-me para eu ver. A esperança de a ter nos meus braços até ao final do dia dissipou-se quando chegou a noite. O pediatra do turno da noite achou melhor que ela lá ficasse durante a noite e, a estar tudo normal, que tivesse alta na manhã seguinte. Não dormi um único minuto nessa noite. Nunca achei que fosse possível aguentar ficar longe dela logo após o seu nascimento. Afinal de contas, nos últimos quase 9 meses tínhamos estado sempre juntinhas. A confiança no seu estado de saúde era muito boa mas o facto de não a ter comigo ali matava-me aos poucos. Perto das 22h pedi para me levantarem e lá fui vê-la. Estava combalida mas a vontade que tinha de lhe pegar era superior a tudo isso. Quando a vi novamente voltei a apaixonar-me. Aos meus olhos não havia nada mais bonito e só queria que todos saíssem para que lhe pudesse dizer isso mesmo. A enfermeira de serviço deixou-me pegar e dar a mama. Vou lembrar sempre esse gesto. teve um significado maravilhoso e só pedia para ela se portar bem de noite e encurtar a sua estadia dentro daquela máquina. Só estava com oxigénio no nariz e soro mas para mim era terrível vê-la dentro da caixa. Durante a noite, e como não me podia levantar, liguei para e enfermeira que lá estava e perguntei se podia ir lá dar a mama. Fiquei triste pois ela tinha acabado de lhe dar um biberão. Combinei com ela que passadas 3 h queria lá estar para cumprir com a minha função mais elementar, dar a mama à minha filha.

Cerca das 7h da manhã acordei o Filipe e lá fomos buscar a nossa filhota. Já não tinha quaisquer fios e foi ótimo dar banho e vestir a roupa nova. Os manos apareceram e também ficaram radiantes por poderem pegar ao colo. um ano depois desse dia cá estamos, felizes, e com a certeza de que ela só nos veio mostrar que à terceira foi de vez e conseguimos a nossa «cereja» no topo do bolo. Se não vamos ter outro filho? Não sei! Se gostávamos de ter um outro filho? Sim, gostávamos muito! Se há espaço para mais um outro(a) filho(a)! Há sempre espaço para dar e receber amor de um filho! A ver vamos o que a vida nos reserva.

A única certeza neste momento é de que tudo farei para que sejas imensamente feliz, com a vontade expressa, minha e do teu pai, que faremos o que acharmos ser o melhor para ti. Um dia mais tarde, ao leres este artigo feito em especial para ti, espero ver-te sorrir e sentires que isso de facto aconteceu.

Deixo aqui também um beijinho muito especial ao João, filho duma prima muito querida (a Betâmia) que nasceu também neste dia e mesmo no quarto ao lado do teu. As coincidências podem não passar disso mesmo, mas desejo-vos, em proporções iguais,  muita sorte neste mundo :).

Keep in touch,

E.R,.

 

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2 Comentários

  • Comentar Ana Moreira 9 Fevereiro, 2019 at 16:09

    Que princesa linda que ela esta!😀
    Parabens pelas palavras e parabens por essa familia linda que construiste!
    Um beijinho grande

    • Comentar Elsa Rocha 9 Fevereiro, 2019 at 22:00

      Obrigada.
      Saudades tuas friend. beijinhos

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