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Placas de fibrocimento! O que fazer?

23 Janeiro, 2017

Hello!

Muito se falou e ainda se tem falado, das placas de fibrocimento, e se estas constituem um perigo para a saúde pública pela presença ou não do amianto.

Como certamente saberão, o amianto foi, até 1994, utilizado de forma intensiva, diríamos mesmo abusiva. Entretanto, em função dos riscos para a saúde a ele associados foi, limitada a sua comercialização e utilização, assim como de alguns produtos que o continham.
Posteriormente, já em 2005, e em função da publicação do Decreto-Lei n.º 101/2005, de 23 de Junho, foi então proibida, pela Comunidade Europeia, a utilização de qualquer variedade de amianto.

A questão que me colocaram, via email, prende-se com a facilidade ou dificuldade com que se identifica a presença de amianto em determinados materiais, como é o caso das telhas.

Importa conhecer a data do seu fabrico e da sua instalação, pelos motivos legais a que já aludimos. Depreende-se então que em produtos fabricados ou aplicados até 1994, haverá, com certeza, amianto incorporado na sua constituição, na medida em que até essa data, o fabrico de fibrocimento era feito com uma mistura de fibras de amianto.

amianto

Mas, respondendo directamente às questões:

1 Nem todas as telhas vulgarmente chamadas de “Lusalite” contêm amianto;

2 Não, não é fácil distinguir as que têm e as que não têm fibras de amianto, muito menos por quem não é especialista nesta matéria, mas em função do ano de fabrico e aplicação poder-se-á depreender se as fibras objecto de preocupação, estarão ou não presentes.

A respectiva identificação de amianto procede-se cuidadosamente à recolha de amostras de cada material suspeito, que são posteriormente examinadas com o auxílio de uma luz microscópica polarizada para determinar a presença e a quantidade dos vários tipos de amianto. A identificação pode ser feita no local, utilizando laboratórios móveis. No entanto, referem que em algumas circunstâncias, é necessário usar a transmissão ou o exame a electrões microscópicos para distinguir claramente o amianto de outras fibras inorgânicas e orgânicas.

Outra lacuna importante prende-se com as entidades competentes para os trabalhos de remoção do amianto. Os locais para deposição dos resíduos de construção e demolição contendo amianto estão definidos e podem ser consultados no site da Agência Portuguesa do Ambiente. No entanto, não existe uma lista com as empresas devidamente licenciadas e acreditadas para remover e reparar materiais com amianto, que permita ao consumidor contratar, com garantias de segurança, os seus serviços.

E, para que conste, e também como medida de reflexão às centenas de pessoas que lêm os meus artigos, e aos milhares que ainda o vão ler, os contentores da via pública pertencentes aos municípios e os montes e florestas existentes por esse mundo fora, não são o local mais adequado para depositarem estes resíduos.

 

Keeo in touch,

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