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Como ter gatos e ser ecológicamente sustentável!

29 Dezembro, 2018

Hello!

Todos os leitores assíduos deste blogue conhecem o meu amor pelos animais. O facto de ter perdido no início deste ano, e no espaço de dois meses, as minhas duas cadelas de raça labrador ainda tornou o meu amor pelos bichos de 4 patas mais intenso. Não foi fácil percebermos e tomarmos a decisão de terminar com o sofrimento das bichas mas, tendo em conta a idade avançada delas e a gravidade da doença tomou-se essa difícil decisão. Para preencher esse vazio que ficou cá em casa, quase que ficaria óbvio que quiséssemos ter de imediato um outro animal. Mas não ficou isso tão claro e em parte também deve-se ao nascimento da Filipa a que, juntando aos dois manos que já cá estavam só tornavam a coisa mais difícil para os pais. Queremos ter outro animal, claro que sim, mas com tempo e vamos aguardar que a Filipa fique um pouquinho mais autónoma. Como tal, e no seguimento desse pré-namoro que já andamos a fazer em redor da escolha dum futuro novo membro cá para casa, eis que surge este artigo que fiz com a nova parceria, o blog O meu Animal. 

Podemos ter animais e gostar muito deles e ser também amigos do ambiente, aliás não faria sentido ser de outra maneira. Posto isto, e como a sustentabilidade e ecologia são princípios que estão em crescimento, os cuidadores de animais de estimação  cada vez mais podem e devem ser cuidadores sustentáveis. Mas existem formas de tratarmos dos nossos companheiros de quatro patas respeitando mais o ambiente. Por isso, o blog «O meu animal» apresenta 7 dicas para que cuide melhor do seu gato e do ambiente.

  1. Escolher ração seca

A ração é a despesa mais frequente que os cuidadores têm com os seus animais. Por isso, a compra da ração pode ser um fator decisivo na sustentabilidade. As rações secas são mais ecológicas pois têm baixo teor de humidade – têm mais nutrientes por cada grama de peso e, por isso, o seu transporte é mais eficiente e liberta menos CO2.

Um estudo recente também comprovou que o conteúdo em água da ração não é decisivo para maior absorção de água, mas sim a sua qualidade. Rações mais baratas e menos exigentes com os seus ingredientes têm elevados teores de fibra que não é absorvida, levando à retenção de água no intestino (reduzindo a disponível para o organismo) e à produção de maior quantidade de fezes. Assim, é preferível investir numa ração seca de qualidade do que em rações húmidas mais fracas (e caras) – e o ambiente também agradece.

2. Escolher rações com menores doses

A fibra também influencia a quantidade de ração que o animal precisa de ingerir. No rótulo da ração pode encontrar a dose em gramas recomendada para o seu animal. Nesses gramas, estão contidas todas as calorias e nutrientes essenciais ao gato. A fibra, como não é absorvida, “enche” a ração mas não fornece nutrientes, por isso leva ao consumo de mais gramas da ração. Por isso, rações com doses menores recomendadas nos rótulos são mais eficientes pois o animal precisa de comer menos, e por isso são mais ecológicas.

 

  1. Escolher rações com ingredientes mais sustentáveis

A utilização de subprodutos também pode ser favorável. Os subprodutos são cortes de carne ou vísceras saudáveis, mas sem valor comercial para consumo humano. No entanto, as vísceras são mais ricas em nutrientes do que a carne de músculo. Assim, podemos aproveitar estes subprodutos da carne e dar-lhes uma nova vida na ração para animais, sendo benéfico também para a sua nutrição. Também poderá procurar no rótulo da ração a menção à sustentabilidade dos seus ingredientes.

 

  1. Escolher embalagens de rações grandes

Sempre que possível escolha embalagem grandes. Normalmente estas embalagens de ração são mais baratas por peso e também utilizam (por peso) menos embalagem. Isto porque o aumento de volume da embalagem é superior ao aumento de área de superfície – ou seja, é preciso menos embalagem para mais produto. Não se esqueça em casa de preservar a ração em recipientes selados à humidade e cheiros que poderão levar o gato a rejeitar a ração, e assim aumentar o desperdício.

 

  1. Reutilizar a areia da caixa de areia

Outra despesa frequente para os cuidadores de gatos envolve a areia da caixa de areia. A areia é normalmente comprada em sacos de papel ou plástico, utilizada apenas uma vez e deitada ao lixo. Mas este não precisa de ser o ciclo. Sabia que pode reutilizar a areia e assim poupar dinheiro, evitar a utilização de embalagens e produção de resíduos? A reutilização da areia passa por remover a fezes, lavar a areia com água sobre um peneiro e deixar a secar ao sol. Quando estiver seca está pronta a ser utilizada novamente. Simples não é?

 

  1. Fazer guloseimas caseiras

Fazer guloseimas caseiras para gatos permite-lhe poupar dinheiro e também evitar o uso de embalagens desnecessárias. Alimentos como ovos cozidos, carne ou peixe (sem tempero) podem ser guloseimas deliciosas para os nossos felinos. Também existem receitas simples de como fazer biscoitos, mas a maioria destina-se a canídeos que têm um paladar menos exigente. Não se esqueça de que as guloseimas nunca devem ultrapassar 10% das calorias diárias que o animal ingere e que existem alguns alimentos, como a cebola, que não devem ser ingeridos pelos nossos companheiros de quatro patas.

 

  1. Escolher (ou fazer) brinquedos ecológicos ou reciclados

Os nossos bichanos não são muito esquisitos no que toca a brinquedos. Ás vezes, uma simples folha de papel amachucado poder ser alvo de brincadeira. Por isso, não é difícil dar aso à imaginação e criar algo para entreter os nossos gatos. Desde usar caixas para criar um castelo felino, a fazer uma cana de pesca com uma rolha, fio e um pau (cuidado para o fio ficar bem amarrado) – não existem limites para o que podemos fazer em casa reutilizando objetos que já não nos interessam. Para os cuidadores que preferem comprar, podem estar atentos a informações que mencionem a sustentabilidade dos materiais.

 

E que tal? Concordam?

Espero que sim!

Keep in touch,

E.R.

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