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As nossas férias cá dentro.

11 Agosto, 2020

Hello!

Não vale a pena dizer que só fiquei em Portugal por causa do COVID-19 pois seria mentira. Toda a gente que lê este blog sabe que não gosto de férias esparramada ao sol e com a toalha estendida ao sol. Gosto de aproveitar as minhas férias para ir fazendo as coisas que durante o restante ano não tenho tempo e que quero muito que aconteçam. Isso não implica que 3 a 4 dias não sejam dedicados a férias propriamente ditas, que impliquem não pegar num computador e sair sem destino. E foi isso que fizemos, ou seja, foi isso que queríamos fazer mas que afinal não foi bem assim. Com filhos pequenos não quisemos arriscar e ir marcando as dormidas à medida das nossas necessidades. Há requisitos mínimos nas nossas escolhas para dormir e não quisemos arriscar assim à maluca e corrermos o risco de não haver lugar onde pernoitar. Posto isto, marcamos onde dormir de acordo com o nosso roteiro definido e depois analisávamos se ficávamos mais uma noite ou não. As nossas obrigações empresariais também não nos deixavam estar ausentes mais dias, por isso, máximo 4 dias com 3 crianças fora de casa a andarem de um lado para o outro parecia-nos o ideal. E assim foi! Visitamos imensa coisa na zona centro do país, desde Mosteiro da Batalha, Convento de Tomar, Mosteiro de Alcobaça, Universidade de Coimbra e a biblioteca Joanina, e imensas aldeias do xisto localizadas na Lousã. Adoramos estas aldeias, principalmente a aldeia de Gondramaz e Cerdeira, ao contrário do Talasnal que toda a gente vibra. Em todos estes locais encontramos paisagens e locais dignos de passagem onde podíamos retirar as máscaras e respirar ar puro em plenos pulmões. Os miúdos foram excelentes companhias, aquele carro nas viagens vai contar imensas histórias, muitas horas ali passados todos juntos e que nos aproximou ainda mais como família. Todos, sem exceção, estão de parabéns, e no final do dia já ficavam ansiosos pelo dia seguinte. Como foi uma semana de muito calor tentávamos que as horas de maior exposição solar descansássemos no quarto ou fazíamos a viagem para o local seguinte. Foi tudo muito bem coordenado e correu às mil maravilhas. Foram de facto as férias possíveis em tempos de Covid, o que me deixou deveras satisfeita por perceber que podemos estar em segurança sem ser necessariamente enclausurados em casa, enfornados com este calor, e sempre com medo de tocar em tudo aquilo que nos rodeia. Senti-me sempre em segurança nos sítios que frequentei, achei que todo o comércio também redobrou todos os cuidados e que, uma vez que teremos que viver assim ainda durante um tempo indeterminado, que seja de uma forma saudável mentalmente. Esta semana passou a voar e claro, assim como toda a família, é sempre bom ir mas também é muito bom voltar. A segunda semana de férias já estive em casa com os miúdos, a relembrar tempos de quarentena que estive sempre sozinha com todos, mas desta feita sem aquela incumbência de olhar insistentemente para o relógio para saber se estavam em aula ou não. Foram uns dias deliciosos, com devoração de séries de Netflix com o mais velho, e a ouvir sempre as lamentações do João referindo que não sabe ler e que queria muito ver filmes também. A pequena, tal como a maioria dos pequenos, só quer miminho e andar colada a mim. Se assim for, ela anda nas nuvens. Sempre que tinha um tempinho livre fugia até ao escritório aqui de casa e trabalhava que nem desalmada antes de ser chamada por qualquer um deles.  Já estou a trabalhar faz quase duas semanas. O Verão ainda está a dar grandes cartadas com sol todos os dias e podemos aproveitar os finais de tarde esparramados ao sol aqui por casa. E, quando dermos por ela estamos em setembro com as escolas a iniciar e as nossas rotinas a assoberbar os nossos dias…. Snif snif

E por aí, como foi tudo?

Keep in touch, E.R.

 

 

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