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14 anos de tudo!

31 Janeiro, 2020

Hello!

Foi esta semana o aniversário de mais um ano de casada. São 14 anos. Mais 9 de namoro. E que bom que tem sido.

Há já alguns anos que reservamos sempre este fim de semana para estarmos juntos. Costuma ser fora de casa mas este ano não conseguimos. Planeamos para que assim fosse mas aconteceu um imprevisto com a minha mãe (que nos ia ficar com os miúdos) e acabamos por perder a oportunidade de estar sozinhos, principalmente sem a Pipa, desde que ela nasceu. Ela ainda mama no peito, por isso a nossa viagem também não poderia ser muito longa :). Mas, neste caso, o que era importante era estarmos sozinhos, fazermos balanços, projeções, perspetivas e outras coisas e cenas que os casais adoram fazer nestas datas. Há já dois anos para cá que nos juntávamos sempre com o nosso grupo de amigos aqui da zona para estarmos todos juntos, inclusive para comemorar um aniversário de um grande amigo mas, até isso correu mal e não conseguimos combinar a tempo. Como tal, tivemos que fazer a festa aqui por casa, os cinco e correu bem. Correu bem porque o tempo estava uma bosta e fez com que nos apetecesse ficar por casa, no choco do sofá, com uma manta gigante e até comemoramos antecipadamente. Calhou a um dia da semana e nesse dia fizemos questão de ir jantar fora com os miúdos. Mas o que foi importante foi estarmos todos juntos e percebermos que assim somos sempre mais felizes.

No dia seguinte ao aniversário acordei de madrugada com dores excruciantes na zona lombar e pumba…. pega lá com uma cólica renal que é para aprenderes. Fui para o hospital aqui de Penafiel de urgência, depois de despachar o Salvador para o colégio (obrigada Binda, és um anjo) gani durante mais de 1h sem que viva alma perguntasse se eu estava a parir ali mesmo no corredor, até que me fartei. Saí de fininho, passei pelo segurança como se nada se passasse e fui para o privado. Eu juro, pessoas que lêm este blogue, tentei por tudo utilizar o sistema público alguma vez na vida, mas não deu. Aqui em casa descontamos milhares de euros ao longo da nossa vida contribuinte e sempre que preciso de algo de um hospital sai-me sempre tudo furado. Ninguém pessoal, ninguém quis saber de mim enquanto estive no hospital. Aliás, minto. Um enfermeiro que queria a parede onde eu estava encostada para colocar uma maca com outro doente, perguntou-se se eu sabia onde era a sala de espera pois eu não precisava de estar ali a empatar…. cromo dum raio, ainda por cima era giro o puto…. fiquei-lhe com uma raiva. Numa situação dessas, e antes mesmo até de se fazer o real disgnóstico de cólica renal poderiam dar-me drogas, sim drogas, para me aliviar a dor…. aquilo pareciam cães a ferrar-me nas costas….

Conclusão, resto do dia de molho, com medo de me mexer e espantar a dor que poderia estar só adormecida, e a meter no bucho comprimidos milagrosos que me fazem estar zen com as dores e fina para continuar a desempenhar as tarefas básicas de mãe e que nada falte aqui ao povo de  casa. Uma avó tomou conta dos putos mais novos e trouxe ao final do dia, a outra avó fez um arroz com o frango que lhe dei e assim, desta forma, lá passamos o resto de dia todos cá por casa.

Para ti que continuas do meu lado desde há muito tempo, vamos lá fazer mais um esforcinho para que assim continue, ok. Até ficamos engraçadinhos ao lado um do outro, somos bons companheiros, com filhos lindos (aos nossos olhos e isso é que é importante), partillhámos da maior parte dos ideais de vida, planeamos passar a nossa reforma a viajar (para grande tristeza do Salvador pois diz que quer que eu fique com os filhos dele), gostamos das mesmas coisas, somos bons ouvintes e conversadores (eu bastante mais do que tu), por isso bora lá ficar juntinhos até ao fim dos nossos dias. Alinhas? Ah, e mais importante…. I love you 🙂

Bora lá passar os nossos sonhos para o papel.

Keep in touch,

E.R.

 

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