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Comentário totó aqui no blog!

29 Maio, 2017

Hello!

Eu sei que vai ser preciso tempo para as pessoas compreenderem que o desperdício zero não nos priva dos prazeres da vida, mas antes cria espaço para o que é realmente importante. Se é preciso tempo para que uma família pequena como a minha implemente os métodos do Desperdício Zero, claro que vamos entender que vai demorar mais ainda que a sociedade no seu todo abrace este ideal de vida, ultrapasse os preconceitos e perceba todo o potencial que ele nos pode dar.

Hoje, o desperdício Zero é considerado uma estratégia de gestão de resíduos; amanhã, será visto como uma oportunidade económica.

Fruto disto tudo, e quem tem um site onde explica isso tudo, também está sujeita a comentários que, no meu ver, além de totós, merecem ser esclarecidos. Escreveram assim: «Se todos vivessem como tu, a nossa economia entraria em colapso».

Para estas questões de economia e finanças, e muito mais sobre esta temática, falta-me neste momento o meu marido aqui comigo que dorme e respira isso tudo todos os dias. Mas, naquilo que me é dado a saber e a conhecer, foi exatamente o oposto que nos fez chegar à bancarrota há dois/três anos atrás.

O facto é que estamos a caminhar para o colapso total se nos agarrarmos ao nosso rumo atual. Como seria o mundo se todos adotássemos alternativas de desperdício zero?

Eu imagino o mundo assim: Cada família iria às compras com sacos de pano, frascos e sacos de compras grandes; os supermercados venderiam apenas produtos a granel (eu sei, com todas as condições de higiene e salubridade impostas e cumpridas por todos, ok), atrás de um balcão, em caixotes ou por meio de sistemas de distribuição, incluindo o vinho. As despensas, os frigoríficos e os congeladores domésticos estariam cheios de frascos de vidro, cujo conteúdo fosse visível. O excesso de bens materiais não seria entendido como um sinal de riqueza, mas como um comportamento descuidado. Recusar seria desnecessário, porque os brindes materiais seriam considerados um desperdício de recurso e, portanto eticamente inaceitáveis. Imagino também que os princípios do Desperdício Zero seriam incluídos nos currículos escolares. A recolha de lixo nas cidades seria muito reduzida pois as pessoas já pouco ou nada produziam de resíduos. As lojas de venda em segunda mão seriam uma prática…. e tantas e tantas coisa mais-

Não conseguimos mudar o passado, mas podemos concentrar-nos no futuro. O futuro do Desperdício Zero é o que ensinarmos aos nosso filhos, bem como o que pretendemos deixar atrás de nós. E nós, os adultos, temos uma escolha a fazer: deixar objetos em herança aos nossos filhos ou transmitir-lhe os conhecimentos e as aptidões que os ajudarão a construir um futuro sustentável.

Eu optei pela segunda!

Keep in touch,

E.R.

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