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Será que sou capaz!

7 Agosto, 2017
carne no talho

Hello!

De toda a lista de tarefas/ações que me predisponho a fazer para estar em consonância com um melhor ambiente, em prol de um desenvolvimento sustentável, existem algumas que ainda estão um pouco mais distantes de serem implementadas. Primeiro porque carecem de outra logística que ainda não consegui ter, e outras porque preciso de tempo para a mentalização e de as colocar em prática.

Na bibliografia que consulto e que tenho como referência, surge um problema quanto às minhas idas ao talho. Como vou dizer ao senhor do talho que não quero que coloque os bifes ou o frango num saco plástico? Como vou dizer que deve colocar um frango num recipiente de vidro que eu vou levar de casa e que lho vou disponibilizar? Como vou reagir aos olhares das pessoas que estejam comigo no talho quando me virem a dar o tupperware ao senhor?

São questões que me assolam e que, como é fácil de verem, dependem única e exclusivamente de mim. Não estou a ver o senhor do talho a negar-se a atender ao meu pedido, e muito menos estou a ver as pessoas a «achincalhar-me» em pleno talho! Claro que não. Ou será que sim?

Se vou comprar 5 ou 6 tipos de carne implica trazer 5 ou 6 sacos de plástico atrás de mim, directamente ensacados da parte de trás do balcão. E isso não é para mim. Ainda por cima, esses sacos de plástico, devido ao contacto com a carne ficam muito sujos e raramente têm qualquer utilidade, indo a maioria das vezes diretamente para o lixo. E mais, se eu não preciso de mais sacos plásticos porque os hei-de trazer comigo para irem para o lixo ou até mesmo para serem colocados em mais uma gaveta e ocuparem espaço. Eu ando numa óptica de destralhar os meus armários e não «entupi-los» com coisas e mais coisas.

carne em sacos plásticos

Por isso, repito, será que sou capaz de ir ao talho e levar os meus próprios recipientes para trazer a carne?

Keep in touch,

E.R.

 

 

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2 Comentários

  • Comentar Teresa Cruto 7 Agosto, 2017 at 11:16

    Olá Elsa,
    Também eu me debati algum tempo com esta questão até um dia conseguir, de facto, avançar. No passado, quase nunca ia a um talho fora do supermercado, pelo que nem sequer havia aquela proximidade de quem já é conhecido como cliente habitual (não que isso como diz, fosse fazer que não atendessem ao meu pedido) mas porque na minha cabeça achei que eu é que iria ficar numa situação pouco confortável . Posto isto, primeiro passo foi ir a um talho para no fundo me familiarizar com os produtos que normalmente compro, com o atendimento, etc. Na vez seguinte, lá fui eu de sacos e embalagens (de vidro e de plástico) cheia de vontade e não é que correu bem? Já tinha gostado do atendimento anteriormente mas tinha sempre aquele receio que o meu pedido fosse levar a caras feias, mas não aconteceu. Ja voltei lá mais vezes e sempre satisfeita. Na mesma rua apliquei o mesmo a uma peixaria e também tive sucesso. Não foi rápido, levou todo o um tempo de processamento, mentalização, e ainda não o tentei aplicar no supermercado (também porque agora acabo por preferir, tendo possiblidade, ir a estes estabelecimentos de rua, mas não está de parte esta aproximação no futuro).
    Assim, a resposta à sua pergunta é só uma: claro que sim 🙂

    • Comentar Elsa Rocha 7 Agosto, 2017 at 11:48

      Olá Teresa!
      O seu testemunho só veio alavancar a minha ideia de que: «Da próxima ida ao talho é que vai ser!»
      E sim, concordo consigo com a familiarização do espaço e com o «senhor» do atendimento, coisa nem sempre fácil de se conseguir nos talhos dos hiper ou supermercados.
      Adorei o seu testemunho.
      Obrigada
      Elsa

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