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É melhor trazer o meu lixo para casa!

2 Março, 2018

Hello!

Este post já deveria ter sido escrito há muito tempo. Pelo menos a situação que vos vou relatar já há muito tempo que me inquieta e era merecedora de que se falasse sobre ela. Tudo bem que aqui em casa todos evitámos ao máximo produzir lixo na rua; tudo bem que andamos sempre com os nossos guardanapos de pano, com o nosso cantil da água, com os nossos sacos de pano e, pelo menos eu, quando não reúno as condições ideais para conseguir não produzir lixo até evito consumir o que quer que seja. Mas, tendo em conta a sociedade onde vivemos e, principalmente com três filhos (até há pouco tempo só dois), torna-se por vezes complicado levar isto à risca. Tentamos, claro que sim, esforçámo-nos muito, claro que sim, mas nem sempre é possível ser totalmente «free» de produção de resíduos. A ultima situação em que fui colocada numa situação complicada foi no nascimento da minha filha Filipa. No hospital onde estávamos foi possível ao meu marido dormir connosco no quarto. Nos três dias que lá estivemos fizemos tudo no quarto: dei a mama, dormi, trabalhei, conversei, recebi visitas, namorei muito com meu maridão, fiz planos e, mais do que tudo, comi. As assistentes perguntavam logo de manhã o queríamos comer em todas as refeições a serem feitas durante o dia, incluindo a ceia. A panóplia existente na ementa era variada mas incidia basicamente em iogurtes sólidos e líquidos, com bolachas envoltas em saquinhos plásticos e muita, muita garrafa de água fornecida pelo hospital. Os mais céticos leitores deste blog até podiam sugerir que eu deveria ter recusado isso tudo em prol de um ambiente melhor mas deixem-se lá disso, pois neste cenário as coisas não podem ser levadas tão à letra assim.

Acontece que, e aqui é que paira a realidade da coisa, o lixo que eu produzia no quarto deveria ter sido por mim encaminhado para a reciclagem. Mas, nas condições em que estava não consegui mesmo fazer isso. As senhoras que iam limpar o quarto deitavam tudo o que era embalagem de plástico no balde do lixo que tinha no quarto. Eram as garrafas de água, os copos de iogurte, tudo ia parar ao lixo comum e mais ninguém lhe punha o olho em cima. Claro que, e tipicamente com os vícios do Filipe, comecei a fazer contas a todos os iogurtes servidos naquele hospital nas várias refeições durante o dia. Seriam umas centenas de certeza.

Arrependo-me de não ter «salvo» as minhas embalagens de irem para o lixo comum. E, tal como já havia pensado em tempos, ao não termos a certeza se vão encaminhar as embalagens para os sítios corretos, terei que andar com saco do lixo atrás de mim e levar o lixo ao ecoponto mais proximo.

Keep in touch,

E.R.

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