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80% do lixo marinho vêm de fontes terrestres! :(

30 Outubro, 2016

Hello Everyone,

Terminada a época balnear, e depois de arrumadas as toalhas e roupa de banho de todo o pessoal lá de casa, eis que surge um refresh sobre um tema que não está na ordem do dia. 🙁

Sabia que cerca de 80 por cento do lixo marinho provém de fontes terrestres, como lixeiras, águas pluviais, efluentes industriais e urbanos ou simplesmente resíduos abandonados nas praias e zonas costeiras? Os restantes dizem respeito a atividades do mar, o que inclui a pesca e transporte marítimo, mas também mineração e extração offshore.

O tema é abordado no artigo de opinião de outubro da subdiretora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova da Lisboa, Graça Martinho, colunista do Ambiente Online para a área de resíduos – tendências.

“O problema é como um iceberg, a UNEP [United Nations Environment Programme] estima que 15 por cento do lixo marinho se encontra nas praias e zonas costeiras, 15 por cento encontra-se a flutuar à superfície ou na coluna de água e cerca de 70 por cento encontra-se no fundo dos oceanos, fora da nossa vista”, enumera a docente de disciplinas da área de gestão de resíduos.

O assunto adquiriu maior visibilidade mediática a partir de 1997, ano em que o pesquisador Charles Moore relatou a existência de uma grande “ilha de lixo” no giro do Pacífico Norte, com uma extensão equivalente a oito vezes a área de Portugal.

Dos vários materiais presentes nas zonas costeiras e oceanos, os resíduos de plástico são os predominantes, estimando-se que representem entre 60% a 95%, inteiros ou fragmentados (e.g. argolas de six-packs, sacos de plástico, garrafas, garrafões, embalagens para alimentos, boias, redes e fios de pesca, palhinhas, isqueiros, baldes, canetas, brinquedos, giletes, cotonetes, cabos, cordas, filtros de cigarros, balões). Investigadores estimam que a quantidade de plástico nos nossos oceanos possa vir a alcançar cerca de 155 milhões de toneladas em 2025.

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E como podem os cidadãos contribuir para minimizar o problema? “Existem já duas aplicações para telemóveis que permitem a participação dos cidadãos nesta problemática. Uma, desenvolvida por duas associações holandesas como parte da sua campanha ‘Beat the Microbead’, tem por objetivo ajudar os consumidores a identificar os produtos que incorporam microplásticos na sua composição, podendo deste modo evitar o seu consumo. A outra, o Marine LitterWatch, criada pela Agência Europeia do Ambiente, permite que ‘cientistas cidadãos’ possam registar e reportar a quantidade de lixo que encontram na praia, informação que ajudará a fornecer dados para apoiar uma melhor implementação das políticas”, exemplifca.

Todos nós podemos participar! Eu vou ajudar de duas formas:

Uma delas é tentando que leiam este post e mudem os vossos comportamentos. Uma outra é continuar a ter cuidado com todo o meu lixo, quer na proveniência quer onde o vou colocar quando já não tiver utilidade alguma. O mar não é um aterro sanitário!

Keep in touch,

E.R.

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