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Peixes nos oceanos, sim! Microplásticos? Não, por favor!

20 Julho, 2017

Os plásticos são amplamente utilizados em diversas atividades do nosso dia a dia e em diferentes setores industriais. A incorreta gestão deste material, faz com que, todos os anos, entre 5 a 13 milhões de toneladas de plástico terminem nos oceanos. No ambiente marinho, a ação da luz solar, do vento e da água, conduz à fragmentação dos plásticos, originando partículas cada vez menores e difícil degradação, designadas de microplásticos.

A contaminação ambiental por microplásticos é um problema à escala global que levanta diversos desafios para a comunidade científica. Apesar da quantidade considerável de estudos realizados sobre microplásticos, existem ainda muitas questões em aberto, às quais é urgente dar resposta, de forma a perceber o seu verdadeiro impacto no meio ambiente e na nossa saúde.

 

Mas afinal, o que são os microplásticos e como chegam aos oceanos?

Os microplásticos são partículas de dimensões inferiores a 5 mm que diferem nas suas propriedades físico-químicas como a forma, cor, densidade e tipo de polímero. Podem ser de dois tipos:

Primários: microesferas plásticas que fazem parte da composição de alguns produtos de higiene e cosmética (exemplo: esfoliantes), surgindo nos oceanos através das descargas das estações de tratamento de águas residuais que não têm capacidade para reter estes fragmentos.

Secundários: resultam da incorreta gestão do plástico utilizado nas diversas atividades humanas (exemplo: garrafas, embalagens, brinquedos, cotonetes, etc.), surgindo nos oceanos através da fragmentação destes objetos de maior dimensão.

Uma vez nos oceanos quais são os principais efeitos?

Os potenciais efeitos dos microplásticos podem ser físicos como a obstrução do aparelho digestivo das espécies marinhas ou químicos como a intoxicação, uma vez que estes têm a capacidade de adsorver, concentrar e transportar poluentes orgânicos de elevada toxicidade (por exemplo, pesticidas). Ao propagaram-se na cadeia alimentar podem surgir efeitos na saúde humana tais como disfunções hormonais, alterações genéticas e possibilidade de desenvolvimento de cancros. Para além disso, é possível que ocorram efeitos adversos na dinâmica das populações marinhas, dado que ao ingerirem as partículas de plástico, estão a alterar a sua normal alimentação, conduzindo a um défice de nutrientes essenciais à sua sobrevivência.

O que podemos fazer para combater a questão dos microplásticos?

Todos podemos ter um papel ativo na resolução deste problema! Para isso, poderemos adotar alguns destes simples comportamentos:

Reduzir, reutilizar e reciclar as embalagens de plástico (por esta ordem…) sempre que possível;

Evitar o uso de produtos de higiene e cosmética como pasta de dentes, esfoliantes, gel de banho e vernizes que contenham microesferas de plástico;

Não colocar cotonetes na sanita;

Preferir produtos biodegradáveis;

Sensibilizar familiares e amigos.

Curioso? Pode consultar algumas notícias sobre este tema aqui:

http://expresso.sapo.pt/revista-de-imprensa/2017-05-05-Ha-microplasticos-escondidos-em-tres-marcas-de-sal-vendidas-em-Portugal

http://www.publico.pt/multimedia/infografia/um-oceano-de-plastico-210

https://uaonline.ua.pt/pub/detail.asp?c=50917

 

 

 

Marta Oliveira Barbosa

 

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